Dor Crônica

O que é a Dor Crônica?

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A dor crônica é definida como a dor que persiste ou recorre por mais de 3 meses ou a dor associada a lesão tecidual que se espera continuar ou evoluir; alguns autores definem a dor crônica como aquela com duração de 6 meses ou mais.

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Como se manifesta a Dor Crônica?

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Nos pacientes com dor crônica, o sistema nervoso simpático ajusta-se à condição dolorosa, com redução da hiperatividade. Entretanto, várias alterações psicológicas e de outras origens freqüentemente se desenvolvem, incluindo aumento da irritabilidade, depressão mental, preocupação com o corpo e afastamento dos interesses externos. Além disso, os pacientes que sofrem de dor crônica podem querer afastar-se das pessoas mais próximas e apresentar incapacidade ocupacional.

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Outros sintomas comunmente relatados por pacientes com dor crônica são insônia, diminuição do desejo sexual e alteração do apetite. Um fato importante é que os pacientes com dor crônica podem ser relativamente não responsivos às medicações analgésicas.

A dor crônica frenqüentemente exerce influência negativa na auto-estima e pode afetar a capacidade de uma pessoa realizar tarefas associadas à vida diária , ao trabalho e à sua função como membro da comunidade; portanto, a identificação de um processo patológico responsável pela dor crônica constitui apenas uma etapa na abordagem das necessidades do paciente - os médicos devem também avaliar a função, a disposição e o estado psicológico do paciente. Ansiedade e depressão são observadas freqüentemente em pacientes com artrite reumatóide, lombalgia crônica e dor crônica no pescoço; fora isso, o grau de incapacidade associado à doença é fortemente influenciado pela atitude do paciente.

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Para melhorar a qualidade de vida do paciente, pode ser necessária uma abordagem multidisciplinar que inclui medicações, aconselhamento, fisioterapia, bloqueio de nervos e mesmo cirurgia. Embora muitos pacientes possam ser controlados apenas com medicações, outros podem requerer encaminhamento a uma clínica especializada em dor.

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Como deve ser o tratamento da Dor Crônica?

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Os antiinflamatórios não esteróides continuam sendo a base do tratamento para pacientes com doenças reumáticas inflamatórias. Quando a administração de AINEs isoladamente não é suficiente para aliviar a dor, os antidepressivos tricíclicos podem ser úteis. Embora esses agentes tenham sido desenvolvidos para o tratamento da depressão, eles propiciam um efeito analgésico quando utilizados em doses mais baixas do que a utilizada para o tratamento da depressão. Infelizmente, no entanto, esses agentes estão associados a efeitos colaterais significativos.

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A maioria dos AINEs atualmente disponíveis inibe a atividade da COX-1 e da COX-2. Enquanto se considera que a inibição da COX-2 é em grande parte responsável pelos efeitos analgésicos e antiinflamatórios desses compostos, a inibição da COX-1 pode resultar em efeitos colaterais indesejáveis, tais como úlceras gástricas. Os coxibs foram desenvolvidos para tentar separar os efeitos desejáveis da inibição da COX-2 dos efeitos indesejáveis da inibição da COX-1.

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O acetaminofeno (paracetamol) propicia atividade analgésica eficaz para alguns pacientes, porém ele é destituído de atividade intiinflamatória. Os opióides são os agentes analgésicos mais potentes, porém o uso desses medicamentos para o tratamento da dor crônica em pacientes com doença não maligna é controverso; por isso, os médicos devem pesar a eficácia dessas medicações contra seu potencial de produzir dependência. Embora a dependência seja rara em pacientes que utilizam opióides pela primeira vez para o alívio da dor, é provável que ocorra algum grau de tolerância e dependência física com o uso prolongado.

 

Fonte:http://www.msd-brazil.com/msdbrazil/patients/sua_saude/dor/dor2.html