Belo Horizonte / MG - quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Dor Crônica e o Tratamento

O tratamento da dor crônica é complexo, e seu sucesso terapêutico requer esforço multidisciplinar, baseado em múltiplos enfoques do conhecimento humano, os quais incluem a neurologia, a neurocirurgia, a psicologia, a psiquiatria, a anestesiologia, a fisiatria, e técnicas de medicina física, dentre muitas outras.

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Tão importante quanto o médico que interage com o portador de dor crônica é a atuação do profissional da enfermagem, que assume a função de "cuidador" do paciente, e do qual na maioria das vezes depende o sucesso ou falha terapêutica do tratamento instituído.

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O tratamento da dor crônica é absolutamente individualizado, cada dor é a "dor de uma pessoa", com uma história, criação, seu contexto e seu momento. A dor é subjetiva, mas não é abstrata. Ela é sentida por alguém que precisa ser compreendido e respeitado, e que na maioria das vezes, encontra-se com medo de sua realidade: não entende por que tem dor, teme a causa da dor, teme sua doença, seu tratamento, seu prognóstico, e a própria perspectiva de sentir (ou não) sua dor. Teme seu futuro, caso sua dor esteja controlada neste momento, teme seu descontrole no próximo instante. Teme a perspectiva de experimentar uma nova (e pior) dor a cada momento, e que talvez não tenha controle. Teme a morte, mas, principalmente, teme o próximo instante de vida.

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Muitas vezes, nega a dor, como que se a negando, negasse sua doença, seu momento atual e seu futuro. Nega sua dor aos seus familiares e entes queridos, filhos e companheiros, temendo preocupá-los ou mesmo temendo seu abandono, tende a isolar-se, para sofrer sem testemunho, e desta forma, tentar manter o que entende por "dignidade".

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Então, a dor é uma sensação, e a reação a esta sensação. Mas a dor gera sofrimento. E o que consideramos sofrimento? Consideramos sofrimento a um conceito mais global, um sentimento negativo que prejudica a qualidade de vida do sofredor.

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Tanto o aspecto físico, quanto o aspecto psicológico atuam no sofrimento, e a dor pode ser apenas um pequeno componente circunstancial.