Belo Horizonte / MG - quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Osteoartrose

osteoartroseIntrodução. Osteoartrose, também chamada de osteoartrite, é uma doença reumatológica mais comum, que se caracteriza pela perda progressiva da cartilagem articular. 

FR

 Definição. Osteoartrose (AO) é o resultado da degeneração da cartilagem hialina que recobre a superfície articular, afeta ,basicamente, as principais articulações submetidas ao peso corporal – as do membro inferior e a coluna vertebral. Como o tipo mais comum de artrite é progressiva e irreversível.  

FR

Clinica.  Os sintomas são geralmente localizados. Afeta poucas juntas ou uma única. Dor, no inicio da patologia, ocorre durante o uso e o alivio se dá durante o repouso. Com a evolução da doença a dor se manifesta mesmo com o mínimo uso do membro e até com o repouso. É descrita como uma dor surda, continua, crônica e profunda sobre a articulação.Espasmo muscular e instabilidade articular, que estiram a cápsula articular geram dor.Rigidez articular podem ocorrer de manhã ou no período de repouso. Sinovite pode provocar dor também. Que surge da fagocitose de células mortas do osso e da cartilagem ou da liberação de macromoléculas da cartilagem (glicosaminoglicanos, proteoglicanas). Sinovite também pode ser desenvolvida por artrite por cristais de pirofosfato de cálcio ou hidroxiapatita. Perda de mobilidade é devido à hipertrofia dos tecidos internos e externos da articulação. Instabilidade articular tem sua origem na perda da congruência da cartilagem. Exames revelam sensibilidade no local, aumento das partes moles ou hipertrofia óssea. Crepitação ou atrito de um osso contra outro osso é um achado característico. Na apalpação podemos sentir o aumento de temperatura no local.O desuso devido à dor pode levar a uma hipotrofia muscular. Nos casos mais avançados ocorrem deformidades.     

FR

Fatores de risco. 

1- Hormonais: hormônio do crescimento; fator insulina-like, estrógenos e progesterona.

2- Traumas/uso repetitivo: especialmente lesões de tecidos moles (esportes de contato) e atividade muito intensa e repetitiva ( pintores, carpinteiros azulejistas)3- Massa Óssea: cabeças femorais, obtidas em cirurgias de prótese mostram diminuição da massa óssea se relacionando com fraturas e aumento de massa óssea se correlacionando com OA4- Conformação articular: forma anormal distribui carga de forma irregular facilitando a instalação de AO de joelho e quadril (doença de Perthe, subluxações congênitas e distúrbios epifisários5- Hipermobilidade: alterações das qualidades do colágeno tem relação com o aparecimento precoce da OA6- Hereditariedade: fator importante em 50-60% dos casos e pode se relacionar a defeito estrutural no colágeno ou alterações no metabolismo cartilagíneo e ósseoA cadeia de eventos mostra aparecimento de microfraturas na superfície da cartilagem, que se torna irregular, formação de úlceras. O osso subcondral forma neovascularização, com reabsorção óssea ( osteoclasto) e estímulo à formação (osteoblasto) resultando em espessamento e neoformação marginal = osteófito. Se as fissuras da cartilagem se aprofundam, a infiltração de líquido sinovial pode formar cistos subcondrais.  

FR

Tipos. - OA de mãos: muito freqüente em mulheres; causa desconforto, alguma disfunção, inestética.  1- Nodal: articulações interfalangianas distais terão os nódulos Heberden, interfalangianas procimais terão nódulos de Bouchard. Quase sempre os nódulos se instalam lentamente, mas alguns casos podem ser rápidos e muito dolorosos. Pode alterar o alinhamento articular em flexão e chegar à anquilose. Tem conotação familiar e atinge o sexo feminino em proporção 10:1. Algumas pessoas têm uma doença muito agressiva que é dita OA erosiva.  2- Rizoatrose: forma bastante comum e pode se associar à anterior. Também mais comum em mulheres é muito incapacitante, pois, compromete a capacidade de oponência da pinça e preensão de mão. A dor aparece insidiosamente, progride lentamente, agrava em situações de pinça lateral como escovar os dentes, girar chave, pegar pequenos objetos, etc. Aparece hipotrofia da região tênar – especialmente abdutor curto e diminuição da ADM de abdução polegar. - OA de MMII: mais comum em joelhos e quadril, rara em tornozelos a menos que haja doença inflamatória ou lesão traumática. 1- OA joelhos: mais comum em mulheres; causa mais comum de incapacidade entre OA após 65-75 anos atinge 25-35% das pessoas. Em geral bilateral, porém assimétrica (membro dominante pior). Na evolução causa desvios axiais (se incide em compartimento medial ou lateral). Mais freqüente é acometimento é de compartimento medial e desvio em gero varo, que pode coexistir com proteção de flexo para alívio da dor. Se o acometimento é de compartimento lateral o desvio é em gero valgo. Todas as duas formas prejudicam a marcha e levam à hipotrofia por desuso e tudo agrava incapacidade funcional. O acometimento da patelofemoral também produz dor à deambulação e incapacidade funcional. Aos sinais inflamatórios são pequenos a menos que haja presença de cristais (análise do líquido sinovial) 2- OA de quadris: uma das formas mais dolorosa e incapacitantes. Mais unilateral, acomete um pouco mais homens. Pode variar conforme comprometimento articular: superior ou medial. - Superior = 50-60% das coxartroses- medial = mais mulheres e é mais bilateral Tanto um quanto outro podem progredir para necessidade de cirurgia. Alguns autores consideram esta OA resultado de má formação congênita ou do desenvolvimento

FR

SINTOMAS: dor insidiosa; progressiva; caráter mecânico. No início impreciso, em qualquer região da pelve (trocantérica, nádegas ou virilha), mas em geral na região inguinal. Causa claudicação; tendência a flexo e hiperlordose. Limitação no início para extensão e rotação interna; atrofia da nádega (mais glúteo médio); pode produzir encurtamento aparente do membro acometido. 3- OA dos pés; muito comum em 1o metatarso falangiano.- Hállux valgo: rotação medial de 1o metatarso falangianas, com desvio da falange proximal características de populações calçadas e especialmente em mulheres que usam saltos altos, e tem fórmula MTT “index minus”. Associado a pés planos e mais comum em mulheres. SINTOMAS: dor insidiosa à deambulação e formação de bolsa serosa, dolorosa, na face medial.- Hállux rígido: pinçamento da região superior de 1o metatarso falangianas, com formação osteofitária e diminuição de ADM de extensão de 1o metatarso falangianas, e fórmula MTT do tipo “index plus”. Dor na fase de desprendimento da marcha. Associado aos pés cavos e mais comuns em homens. 

FR

Diagnostico. - Ressonância magnética: oferece vantagem de uma imagem de vários planos, com um bom contraste. - Artroscopia: é sem duvida o teste mais sensível para medir anormalidades da cartilagem. Mas em alguns casos o liquido sinovial pode ficar opaco obstruindo a visão. 

FR

 Bibliografia.  Ortopedia e tratamento, ABDALLA.r j, editora: Revinter, segunda edição, ano: 2000.  Reumatologia. Princípios e pratica, SKARE.t l, editora: Guanabara koogan, ano: 1999.  Ortopedia diagnostica e tratamento, HECKMAN. j d. SCHENCK. r c. AGARWAL. a